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julho 22, 2011

Mais nada a fazer



“Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho…o de mais nada fazer.”
                                                    Clarice Lispector 

julho 14, 2011

Sabedoria para administrar
as inquisições de uma voz
que vem do interior.

Quando com este eu me indago
sem respostas divago
para não me maltratar (...)

Em uma fuga veloz
descarto os momentos
em que é perigoso dialogar

Sabedoria para saber esquivar
(...) o eu alegre, do eu a chorar.


            Janett Morais

julho 12, 2011

FOI NA PRAÇA NOVA

Foi na praça nova que ensaiei

meus primeiros passos sozinha...
Caminhando pela praça pensei,
me libertar daquele medo que tinha.

Nos primeiros dias sentia,
aquilo que se chama fobia...
Via o mundo todo a me olhar
tinha ímpetos de parar de andar.

Acordando meu herói, busquei
a força para poder continuar.
Tinha que esquecer as muletas
para reaprender a caminhar.

Foi na praça nova que vi
uma linda criança brincar.
Ela sacudia as perninhas
no balanço a balançar.

naquela visão de liberdade senti,
uma alegria me preencher
de uma feliz e boa sensação,
que eu estava a renascer.

Fui acelerando meus passos
a todos que vi, dei “ bom dia”
com a doce e pura certeza
que a vida me sorria!

Vi uma linda lavadeira,
mais na frente saltitar...
Depois voar alegremente
parecendo me saldar.

foi na praça nova que vi,
como é que a vida passa,
a diferença de um povo,
gente alegre, gente sem graça

foi ai que aprendi,
que tudo pode acontecer,
quando está em seu destino
não adianta se esconder.

Foi também que descobri
que o medo mora ali,
dentro de quem o alimenta
com a dor e a tormenta.

Fechei a porta para ele,
proibindo a sua entrada,
aqui dentro de mim,
não é mais a sua morada.

Foi na praça nova que senti,
a importância do saber viver,
sem escoras, sem muletas,
vivendo só por viver...


                       Janett Morais


                              









junho 07, 2011

Pássaro Azul



Pássaro azul na janela
toda manhã vem me espiar
bate levemente as suas asas
canta para me acordar

lhe recepciono feliz
em um longo espreguiçar
grata pelo privilégio
de poder lhe escutar.


Antes de aproximar-me
ele já está a voar
deixando-me saudosa
do seu doce cantar.

                             Janett Morais

A solidão deixa de ser solidão, quando você passa a  apreciar sua própria companhia. 

Estou muito orgulhosa do meu neto de 5 anos, que acabou de publicar seu primeiro livro de história. O livro está lindo e bem ilustrado, as i...