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POR PARTES " O LIVRO )

                             Titulo provisório ( Trocada Pelo Sexo Oposto )  


                                                                    1ª Página

                                                     ...

             Com o olhar fixo no encardido teto do minúsculo quartinho, embora não o visse nitidamente em função da penumbra, a doce Ida sentia as têmporas latejarem forte. Revoltada ela pensava que já não agüentava mais aquela situação de ser obrigada a assistir sua mãe apanhar do seu padrasto. E toda às vezes ela junto com a irmã terminavam apanhando por tentar defendê-la.
              
              Olhou para o lado onde sua irmã depois de muito chorar adormecera. Dilma era uma menina frágil que tinha um medo incontrolável do pai, e sofria com os mal tratos que ele infringia a sua mãe.
                Do quarto ao lado ela ouvia os soluços sufocados da mãe confundidos com os roncos altos do marido. Ida não entendia porque a sua mãe aceitava aquela situação de maltrato sem se rebelar.
            Impaciente sem conseguir dormir, e cansada de virar e revirar na cama, ela sentou-se. Com o movimento brusco Dilma   assustou-se, e sonolenta perguntou:
- Ida você ainda está acorda[da?
Sem ouvir a resposta, limpou os olhos tentando enxergar através da penumbra do quarto, e então viu que a irmã chorava. Ela sentou-se na pequena cama onde dormiam de valete, pegou na mão de Ida e convido-a para irem na cozinha tomar água.

                 Saíram do quarto na ponta dos pés, sabiam que a mãe também estava acordada...
                 Ida sentou-se em um dos quatro banquinhos que ficavam ao redor de uma mesa tosca de madeira. Dilma pegou um copo de alumínio enfiou dentro de uma talha de barro onde armazenavam água potável, voltou e sentou-se em frente a irmã.
              Ida fungando na tentativa de aliviar a congestão do nariz, dirigiu-se a irmã com seriedade e falou:
- Dilma, você teria coragem de fugir de casa junto comigo?




                                              2ª página

                                                  ...


Seus olhos estavam carregados de aflição, quando segurou as mãos da irmã a espera de sua resposta.

               Dilma com os olhos arregalados perguntou:
- Você está doida Ida?  Com que dinheiro vamos sair daqui, e para onde iremos, como iremos viver?
                Ida demonstrando uma raiva que sua irmã desconhecia respondeu que arranjaria um homem que desse o sustento a elas.
                Dilma ainda sem entender, falou:
- Isso é loucura, se você arranjar um homem você ficará perdida...

                Com o olhar distante Ida respirou fundo, e ficou em silêncio, 
deixando Dilma apreensiva, de repente como se estivesse acordado ela olhou para a irmã e neste olhar só tinha ódio, com voz rouca ela falou:
- Dilma, eu tenho um segredo terrível que não posso contar, mas só posso lhe dizer que não tenho mais nada a perder, pois já sou perdida.
                Dilma ficou consternada e começou a tremer... Ida sem entender perguntou: 
- Você está sentindo alguma coisa Dilma? 
                Ela começou a chorar, Ida sem entender implorou para ela desabafar e dizer o que estava sentido. 
                Passando a costa da mão no rosto para secar as lagrimas, ela falou em um sussurro:
- Ida, eu também tenho um segredo que não posso contar, mas eu também já estou perdida;
                Ida segurou as mãos da irmã, e indignada perguntou: 
─ Então esse miserável fez mal a você também? 
                   Dilma balançou a cabeça afirmativamente, e Ida não acreditava, ele era pai dela, como tivera a coragem de cometer aquele ato com a própria filha. Naquele momento um ódio mortal passou pelos olhos dela.

                    Ida abraçou a irmã e as duas ficaram caladas por um tempo uma ouvindo o soluço da outra.



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                                           Aguarde a 3ªpágina na próxima quinzena 

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