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domingo, 4 de abril de 2010

Poema


















Os fatos indicavam,
eu não tentava entender.
Foi difícil compreender,
que o caminho me levaria a morrer...

Envolvida, apaixonada,
não ligava mesmo pra nada.

Afundava a cada dia

num mar de agonia...



Continuei na ilusão

de uma união sem condição.

Era o mesmo que viver

condenando meu coração...

Os anos se passaram.
 Minhas formas deformaram.
Foi preciso ser desprezada
para ver que eu estava errada


 
Foi então que compreendi,

Não precisava mesmo de logica

Havia chegado o fim

de uma relação simbiótica.


Como era difícil romper,
os anos desta união

Sempre faltava coragem

até surgir a ocasião.


O copo transbordou

Com uma simples gota d'água.

Olhei nos seus olhos,

além do ódio,

não vi mais nada.


Supliquei ao criador

Me liberta por favor

deste amor desesperado

Que só me traz sofrimento e dor.


Você a tudo ouviu

naquele instante sentiu

compaixão desta mulher

que Deus um dia a você uniu.


foi então  que compreendeu
que o amor que você sentia morreu.

Queria de volta a sua vida

que um dia você me deu.


Sempre me perguntam, porque?

Após tantos anos, pra que?

Hoje eu venho a compreender

Que a vida é pra se viver.




2 comentários:

  1. Seus versos têm uma entonação suave e em harmonia. Apreciei isso. A poesia fica gostosa de se ler, lemos fácil, fácil...
    linguagem simples e expressão bem sensível desse seu eu-lírico ai! o eu desse poema está abalado hein, perdido de amor...amor puro!

    Parabéns!
    Fez um desfecho legal para o poema sentimental, realmente, é o que muitas pessoas precisam: viver! aprender a viver mais! com intensidade!

    Blog tá elegante!

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