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quarta-feira, 17 de março de 2010

Trecho do meu livro " JULIETE "

Antônio ficou revoltado quando viu o estado lastimável da amada. Sem alternativas, ele se viu obrigado a alugar uma casa e colocá-la para morar, afinal, fora o único culpado do passo errado que a moça havia dado ao se envolver com ele. Não poderia reparar o mal que havia feito aquela mocinha, e casar-se com ela para livra-la das más línguas. Mas de uma coisa ele tinha certeza, não a abandonaria a própria sorte. E assim passaram a viver maritalmente.



Dona Maria, mãe de Helena, era uma Mulher franzina, e delicada, bastante meiga com a família. Além de Helena ela tinha mais cinco filhos, os homens eram os mais velhos, Armando, que se casara muito cedo e fora abandonado pela mulher, voltara para dentro de casa com duas filhas nas costas. Alberto, muito serio e compenetrado, era o carrasco das irmãs. A filha Arlete mais nova que eles, já tinha sido casada e ficara viúva com dois filhos, e esta também voltara para dentro de casa, Lurdinha um ano mais nova que Helena, já estava noiva de um alfaiate. Vilma e Nilda eram as caçulas.

Dona Maria era uma mãe sempre presente, amava aqueles filhos mais que a sua própria vida. E quando seu marido colocou Helena para fora de casa, quase morreu de desgosto, ela não queria perder o contato com sua filha querida, e desobedecendo ao marido, enviava a filha Vilma em busca de noticias.



Vilma era uma moça muito romântica, Não tinha beleza física, muito magrinha, herdara todas as características físicas da mãe, os cabelos muito crespos, e pele escura... Ela via a irmã como uma princesa, com aqueles cabelos pretos e finos contrastando com o verde dos olhos, e depois do acontecido Helena se tornara a sua heroína, por ter tido a coragem de romper com a família para viver a sua história de amor.

Vilma não se fazia de rogada quando a mãe a mandava encontrar com Helena. As duas se abraçavam cheias de saudades, e Vilma lhe contava o grande sofrimento pelo qual a mãe estava passando por se ver obrigada a não poder falar ou ver a sua filha tão querida.

Helena sempre fora conselheira e cabeça da família embora não fosse a mais velha, e fazia muita falta, inclusive no orçamento deles.

Muito triste ela ouvia a irmã falar sobre os acontecimentos da casa. E sofria por nada poder fazer. Para amenizar ela Tentava desfrutar o maximo daqueles momentos com a irmã, que quando ia embora deixava um grande vazio e saudade, levando com ela muitos recados de pedido de perdão para sua mãezinha.


Mas apesar do seu sofrimento, ela não tinha pretensão de abandonar o seu amor. Sofria muito com a separação da sua família, tinha conhecimento que seu pai a cada dia mais se destruía. Mas nada podia fazer, ele não mais a queria ver ou ouvi-la.


Um comentário:

  1. Não vejo a hora de poder ler essa grande obra, que concerteza será um Best seller.
    Bjs

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